Craig Federighi fala sobre os cursores do iPadOS 13.4, citando inspiração na Apple TV

falamos bastante por aqui sobre a principal novidade do iPadOS 13.4, o recurso que fez os iPads darem mais um passo em direção ao mundo da computação completa: o suporte a cursores introduzido na versão mais recente do sistema. Temos, inclusive, um vídeo completo falando sobre isso.

Pois hoje, o vice-presidente sênior de engenharia de software da Maçã, Craig Federighi, participou de uma longa e frutífera conversa com Matthew Panzarino, do TechCrunch, sobre a “reinvenção do cursor” trazida pelo iPadOS 13.4. A reportagem/entrevista contém vários detalhes interessantes sobre o processo de desenvolvimento do suporte em Cupertino, citando os desafios de levar ao iPad uma interação por cursores que não parecesse artificial ou forçada.

Cursor no iPadOS 13.4 (imagem: TechCrunch)

Uma das inspirações no processo, adivinhem, veio de um elemento insuspeito: a Apple TV.

Havia um processo para entender exatamente como tantos elementos funcionariam juntos. Nós sabíamos que queríamos um cursor bastante centrado no toque, que não transmitisse um nível desnecessário de precisão. Nós sabíamos que teria de ser uma experiência de foco semelhante à da Apple TV, [produto do qual] nós poderíamos tirar vantagem de uma maneira agradável. Nós sabíamos que, ao lidar com texto, queríamos oferecer um senso maior de feedback.

Segundo Federighi, a experiência de cursores no iPad é uma amálgama de tudo o que a Apple projetou nesse sentido ao longo da sua história:

Parte do que eu amo em relação ao que aconteceu com o iPadOS é o fato de que nós bebemos de tantas fontes. A experiência pega elementos do nosso trabalho no tvOS, dos nossos anos de trabalho no Mac e das origens do iPhone X e do primeiro iPad, criando algo novo que você sente que é realmente natural no iPad.

A explicação faz sentido: a própria existência do cursor referencia o advento da interface gráfica, trazido ao mundo pela Apple (de forma original ou não, mas essa é outra história) com o Macintosh de 1984. Mas o cursor do iPad não é um ponteiro de mouse comum: ele interage com os elementos, mudando de forma e até assumindo a identidade das coisas (ao se aproximar de um ícone ou de um botão, ele “vira” esse ícone/botão, por exemplo) — algo que é muito mais próximo da experiência de uso do tvOS.

Cursor no iPadOS 13.4 (imagem: TechCrunch)

A ideia, segundo Federighi, foi estreitar a diferença entre a interação por toque e a interação via mouse/trackpad — combinando, ao mesmo tempo, a sensação de naturalidade do primeiro e a precisão do segundo:

Quando nós começamos a pensar no cursor, concluímos que era necessário que ele refletisse a experiência natural e simples de usar o seu dedo quando alta precisão não fosse necessário — acessando um ícone na tela inicial, por exemplo. Mas ele também precisaria mudar rapidamente (e naturalmente) para tarefas de alta precisão, como editar texto. Então nós bolamos um círculo que elegantemente se transforma para realizar a tarefa em questão. Por exemplo, ele muda para transformar-se no foco em torno de um botão, ou para se sobrepôr a um ícone, ou se transforma em algo mais preciso quando isso faz sentido — como o cursor “I” para seleção de texto.

Cursor no iPadOS 13.4 (imagem: TechCrunch)

Uma informação extra, trazida por Panzarino no Twitter, mostra que o suporte ao cursor no iPad está sendo bem-recebido por grandes desenvolvedores. Segundo ele, o Microsoft Office para iPadOS receberá suporte aos dispositivos de ponteiro no outono do hemisfério norte:

Ah, e rejubilem-se, aficionados do Word: o Office ganhará suporte ao cursor do iPad, algo que deverá ser liberado no outono.

No fim das contas, Craig avalia que o objetivo foi atingido: o uso de um mouse ou trackpad no iPad será totalmente natural para usuários que sempre interagiram com seus tablets com o dedo — e, de quebra, ainda trará uma experiência que usuários do macOS logo perceberão ser absolutamente familiar:

Nós procuramos projetar o cursor de forma que ele mantém a experiência do toque em primeiro lugar, sem alterar fundamentalmente a interface. Desta forma, consumidores que nunca usaram um trackpad com seus iPads não terão de aprender algo novo; ao mesmo tempo, a experiência é propícia para aqueles que alternam entre o toque e o trackpad. […] Muitos gestos de trackpad no iPad são análogos àqueles do Mac, então você não precisa pensar sobre isso ou reaprender nada. Ainda assim, eles [os gestos] respondem de uma maneira diferente, mais imediata no iPad, fazendo tudo parecer mais conectado e fácil.

Muito legal, não? A reportagem completa pode ser conferida aqui.


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