Conforme alguns países vão começando a adotar medidas graduais de retomada das atividades comerciais, a Apple também está, pouco a pouco, reabrindo as portas de algumas das suas lojas ao redor do mundo. Já falamos aqui sobre os casos da Coreia do Sul, da Áustria, da Austrália e da Alemanha.

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Agora, mais países estão juntando-se ao grupo — incluindo a terra natal da Maçã.

Estados Unidos

De acordo com a CNBC, a Maçã está, ao longo desta semana, reabrindo suas lojas em quatro estados dos EUA: Idaho, Carolina do Sul, Alabama e Alaska. No total, são cinco localidades:

Destas, apenas a loja de Idaho já foi reaberta na última segunda-feira; todas as demais voltarão a funcionar amanhã (quarta-feira, 13/5). Uma segunda loja da Maçã na Carolina do Sul (a Apple Haywood Mall) ainda não tem previsão de reabertura.

Apple Boise Towne Square
Apple Boise Towne Square

As cinco lojas reabrirão em horários reduzidos, e a empresa orienta seus clientes a priorizar as localidades para serviços de reparo e suporte — compras de produtos, afinal de contas, podem continuar sendo feitas na Apple Online Store. A empresa também adotará medidas para contenção de infecções, como medição da temperatura de visitantes e limite de pessoas na loja.

Ao longo das próximas semanas, mais Apple Stores no país deverão reabrir da mesma forma — e nós seguiremos acompanhando, claro.

Suíça

Enquanto isso, do outro lado do Atlântico, as quatro lojas da companhia na Suíça reabriram hoje. São elas: Apple Rue de Rive (Genebra), Apple Rennweg (Zurique), Apple Freie Strasse (Basiléia) e Apple Glattzentrum (Wallisellen).

Apple Rennweg, em Zurique
Apple Rennweg, em Zurique

Assim como nos demais países onde a reabertura já ocorreu (ou está ocorrendo), as lojas estão operando em horários reduzidos, com limite de pessoas dentro das dependências e checagem de temperatura dos visitantes antes da entrada.

O foco, assim como nos EUA, é em reparos e suporte — embora seja possível, naturalmente, adquirir produtos nas lojas.

Problemas na Alemanha

A reabertura de algumas das lojas da Maçã na Alemanha já ocorreu — mas encontrou hoje um pequeno (e improvável) obstáculo.

Apple Große Bockenheimer Straße, em Frankfurt (Alemanha)
Apple Große Bockenheimer Straße, em Frankfurt

De acordo com a Bloomberg Law, uma agência de proteção de dados do estado de Hesse lançou uma investigação sobre a Apple por conta da medição da temperatura de visitantes nas suas lojas — ato que, de acordo com a agência, poderia estar em desacordo com as leis de privacidade da União Europeia.

A medição, como tornou-se padrão no mundo pós-Coronavírus, é realizada com termômetros sem contato e não é atrelada à identidade do visitante; ainda assim, de acordo com a Comissão de Proteção de Dados de Hesse, é necessário realizar uma investigação para determinar se as ações da empresa respeitam as leis de dados do bloco econômico.

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Ainda não há informações sobre possíveis vereditos da investigação, mas a Apple certamente ficará de olho nisso.

Retorno ao Apple Park

Por fim, a Bloomberg publicou uma matéria1 detalhando os planos da Apple de reabrir seus escritórios e restaurar o trabalho presencial entre seus empregados ao longo dos próximos meses.

Os primeiros funcionários que retomarão ao trabalho no Apple Park (e em outros escritórios da empresa no Vale do Silício como um todo) são aqueles que não podem desempenhar suas funções de casa ou que estão enfrentando desafios no home office. Iniciativas do tipo já estão sendo implementadas em outras localidades, e serão aplicadas na Califórnia a partir do fim deste mês.

Vista do Apple Park
Apple Park, em Cupertino

A segunda fase do processo será iniciada em julho, e envolverá o retorno de ainda mais empregados às atividades presenciais — não só em Cupertino, mas também em escritórios nas demais cidades americanas. Obviamente, as ordens variarão de acordo com o estado da pandemia em cada localidade, mas a ideia é retomar a atividade tradicional o quanto antes; os chefes de cada seção informarão os seus subordinados sobre as orientações para cada um.

A abordagem da Apple vai na contramão da indústria tecnológica: outras gigantes, como o Google e o Facebook, já anunciaram que manterão as políticas de home office ao menos até o fim de 2020; o Twitter foi ainda mais longe e afirmou que empregados que prefiram trabalhar de casa poderão fazê-lo para sempre.

Vamos ver, portanto, se as ações da empresa surtirão efeito.

via 9to5Mac, MacRumors

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