Com a pandemia do novo Coronavírus (COVID-19), milhões de pessoas ao redor do mundo passaram a utilizar máscaras faciais para evitar o contágio e a transmissão do patógeno ao se deslocarem em público. Isso, porém, teve efeito direto no reconhecimento facial por dispositivos móveis — como o Face ID, dos iPhones.

Para solucionar esse “problema”, a empresa de tecnologia chinesa Huami, mais conhecida por seus vestíveis da marca Amazfit, está desenvolvendo uma máscara transparente (padrão N951) que não só permitiria a eficácia dos sistemas de reconhecimento facial, como também seria autodesinfetante.

Mais precisamente, a máscara (chamada Aeri) é feita com material anti-embaciamento transparente, o que permitirá visualizar a parte do rosto que geralmente é tampada pelo equipamento de segurança. Vale notar que muitos plásticos, mesmo transparentes, podem impedir o funcionando de sensores infravermelho (utilizados no Face ID, por exemplo). Felizmente, esse não é o caso da Aeri.

Conceito do Amazfit Aeri

A Huami também explicou que sua máscara terá filtros de ar removíveis e emissores de luz ultravioleta embutidos. Ela será “recarregável” por USB-C, para que possa se autodesinfetar — ampliando a vida útil do filtro para um mês e meio, de acordo com a fabricante. Além disso, o design modular facilita a respiração e o uso de outros acessórios faciais (como protetores oculares e filtros) ao mesmo tempo.

A empresa está atualmente no processo de prototipagem das máscaras, mas disse que levará de seis meses a um ano para disponibilizá-las no mercado. Quanto ao possível custo desse equipamento, um porta-voz da Huami declarou que a empresa pretende torná-la “tão acessível quanto o restante dos produtos Amazfit” — o smartwatch Amazfit Bip, por exemplo, é vendido por US$80, que é menos da metade do preço do Apple Watch, e de smartwatches da Samsung e da Fitbit.

Vamos torcer para que, até lá, esse equipamento não seja mais tão fundamental quanto é hoje em dia.

via CNET

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