Coronavírus: funcionários da Apple são testados; mais lojas reabertas e história da parceria com o Google

Embora os Estados Unidos tenham ultrapassado, recentemente, a marca de 2 milhões de infectados pelo novo Coronavírus (COVID-19) e mais de 110 mil mortes, em alguns locais a vida está (na medida do possível) voltando à “normalidade” — incluindo funcionários da Apple e algumas lojas da companhia.

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Retorno aos campi

Os funcionários da Maçã que trabalham no Apple Park e em Infinite Loop, ambos localizados em Cupertino (na Califórnia), então retomando aos poucos seus postos. Concomitantemente, a companhia está tomando ações para evitar o contágio comunitário nas suas instalações, como divulgado pela Bloomberg1.

De acordo com as informações, os funcionários que voltaram a trabalhar nos campi da Apple têm a opção de fazer um teste nasal rápido, enquanto a medição da temperatura e o uso de máscaras são obrigatórios. Além disso, a Maçã fechou muitas de suas cozinhas e está restringindo o número de pessoas em lugares fechados, como elevadores.

A chefe de varejo e pessoas da empresa, Deirdre O’Brien, disse que o retorno aos campi da Apple seria feito em fases; a primeira delas está em andamento agora e inclui engenheiros de hardware e software. A próxima fase deverá ter início em julho, embora a companhia tenha dito que está constantemente analisando o cenário e que seus planos poderão mudar com base no avanço da doença.

Reabertura de lojas

Apple Champs-Élysées em Paris (França)
Apple Champs-Élysées em Paris (França)

A partir desta semana, algumas lojas da Apple na França, na Espanha, na Turquia e nos Emirados Árabes Unidos reabrirão após semanas fechadas devido à pandemia.

Na França, todas as 20 lojas serão reabertas a partir de amanhã (9/6), incluindo os principais pontos de venda na Champs-Élysées, Marché Saint-Germain, e Opéra.

Hoje (8/6), mais sete Apple Stores na Espanha reabriram (somando-se às quatro lojas reabertas anteriormente), bem como os dois pontos pontos da companhia em Istambul, na Turquia. Além disso, as três unidades da empresa nos Emirados Árabes Unidos também voltaram a funcionar a partir desta segunda-feira.

História da parceria com o Google

Logos da Apple e do Google

Uma publicação do jornal suíço NZZ mergulhou na criação da API2 da Apple e do Google de alerta de exposição, a qual pretende contribuir com usuários e governos no monitoramento do avanço da COVID-19.

A ideia partiu, originalmente, do fundador da VMware, Edouard Bugnion, que ouviu uma sugestão do epidemiologista Marcel Salathe sobre o uso de um app para monitorar infecções em uma pandemia. Em suas pesquisas, Salathe observou soluções existentes na Ásia que dependiam de GPS, mas também usavam uma grande quantidade de dados pessoais.

Bugnion, então, entrou em contato com a especialista em proteção de dados Carmela Troncoso para trabalhar em um aplicativo de rastreamento que não usaria GPS. Eles logo perceberam que o Bluetooth LE3 seria uma opção que tanto economizaria dados quanto garantiria a privacidade dos usuários.

O executivo, porém, determinou que a assistência da Apple seria necessária devido às políticas estritas da empresa sobre o uso do Bluetooth nos iPhones. Após conversas, Bugnion conseguiu se reunir com o chefe de Iniciativas Estratégicas em Saúde da Apple, Myoung Cha, que reportou a tecnologia para o COO4 da Maçã, Jeff Williams.

Já no começo de abril, a Apple estava disposta a investir na tecnologia, mas ela determinou que o Google precisava ajudar pois era preciso criar um sistema interoperável. Logo em seguida, no dia 10/4, a Apple e o Google anunciaram a API de alerta de exposição.

via AppleInsider [1, 2], Cult of Mac

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