Enquanto a pandemia do novo Coronavírus (COVID-19) avança, diversos países então correndo contra o tempo para resolver os problemas causados pelo vírus e, ainda, evitar uma explosão de novas infecções. Nesse cenário, vários governos estão lançando (ou estão prestes a lançar) apps de alertas de exposição para que a população tenha mais uma ferramenta em mãos.

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Como informamos, a Apple e o Google se uniram para criar uma API1 que oferece justamente esse tipo de alerta, a qual vem sendo adotada por vários países. Mais recentemente, Reino Unido, Canadá e Japão apoiaram a tecnologia das gigantes de tecnologia, como veremos a seguir.

Reino Unido

Após ficar em cima do muro sobre adotar ou não a API da Apple e do Google, o Reino Unido optou por essa solução em vez de um app local contra a COVID-19. As informações são da BBC.

De acordo com os governantes, a solução das gigantes da tecnologia é mais “focada na privacidade”. Por outro lado, isso também significa que os epidemiologistas terão acesso a menos dados sobre a pandemia com o uso da API.

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O app deverá ser lançado até setembro deste ano mas, segundo as informações, ele não contará com a opção de alerta de exposição inicialmente. Em vez disso, pode ser que o software se limite a permitir que os usuários relatem seus sintomas e solicitem testes para a COVID-19.

A Baronesa Dido Harding, que lidera o programa de lançamento do app, só dará luz verde para implantar a tecnologia se/quando ela julgar que está adequada ao objetivo, o que ela não acredita ser o caso no momento.

O que fizemos ao testar rigorosamente o app para a COVID-19 e a API da Apple-Google é demonstrar que nenhum deles está funcionando suficientemente bem para ser realmente confiável para determinar se algum de nós deve se auto-isolar por duas semanas ou se isso aplica-se em todo o mundo.

Em resposta, o Google observou que desenvolveu, em parceria com a Apple, somente uma API para alertar os usuários de uma possível exposição, e não um app completo — sendo que o conjunto de funções e procedimentos da plataforma devem ser definidos e implantados por cada governo ou órgão oficial de saúde.

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Na equipe de Harding, porém, está Simon Thompson — ex-diretor da Apple Store Online da EMEA2 —, que poderá dar uma forcinha na implantação desse recurso. Contudo, como visto em outra reportagem da BBC, o ministro de Inovação do Departamento de Saúde e Assistência Social do Reino Unido, Lord Bethell, disse que o alerta de exposição “não é uma prioridade” e que portanto dificilmente será implantado nos próximos meses.

Canadá

O primeiro-ministro do Canadá, Justin Trudeau, também confirmou que o app de alerta de exposição do país contará com a tecnologia da Apple e do Google. O software foi desenvolvido conjuntamente pela Shopify, pela BlackBerry e pelo governo de Ontário, onde os testes terão início em breve.

O primeiro-ministro @JustinTrudeau diz que o Canadá continuará trabalhando no cenário mundial, apesar de perder a cadeira no Conselho de Segurança da ONU. Ele disse que o assento não era um fim em si, mas um meio para um fim. #cdnpoli #COVID19
[…]
O primeiro-ministro @JustinTrudeau anunciou um novo aplicativo nacional para rastreamento de contatos para a #COVID19. O aplicativo foi desenvolvido com a Shopify, a BlackBerry e o governo de Ontário. Ele começará a ser testado em Ontário antes do lançamento nacional. #cdnpoli

Trudeau disse que o aplicativo está previsto para ser lançado nacionalmente no início de julho.

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Japão

Enquanto alguns países estudam as possibilidades em torno da tecnologia de alerta de exposição, o Japão saiu na frente e lançou, hoje mesmo, seu app de alerta de exposição para iOS e Android, como informou o The Verge.


Ícone do app COCOA - COVID-19 Contact App

COCOA - COVID-19 Contact App

de Ministry of Health, Labour and Welfare - Japan

Compatível com iPhones
Versão 1.1.1 (148.1 MB)
Requer o iOS 13.5 ou superior
🇺🇸 Indisponível na App Store brasileira!

O app é baseado na API da Apple e do Google, e utiliza Bluetooth para ajudar a determinar se os usuários entraram em contato com alguém que testou positivo para a COVID-19. O software também mantém um registro criptografado da hora, data, distância e duração de qualquer contato próximo com outras pessoas que usam o app, mas não compartilha dados que possam identificá-las, como localização geográfica e números de telefone.

Embora a sua listagem na App Store e no Google Play mostre apenas “COVID-19 Contact App”, o Japão se refere ao aplicativo como COCOA, um acrônimo para “Covid-19 Contact Confirmation Application”, ou Aplicativo de Confirmação de Contato da COVID-19.

Curiosamente, o software foi desenvolvido por engenheiros da Microsoft, que foram contratados em maio, depois que as condições do Google e da Apple levaram o governo a abandonar o trabalho realizado por uma equipe de Tóquio em favor de uma empresa maior.

via 9to5Mac, iPhone in Canada

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