Chips “Skylake” da Intel foram cruciais para a Apple decidir abandoná-la

Em meio a tantas novidades anunciadas durante a WWDC20, por ora, certamente a mais proeminente é a de que a Apple começará uma transição para os seus próprios processadores em Macs. Embora isso seja algo especulado há anos (aqui no MacMagazine, desde 2016!), aparentemente a gigante de Cupertino decidiu bater o martelo após sucessivos problemas envolvendo uma geração específica de chips da Intel.

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Ao PC Gamer, o ex-chefe de engenharia da Intel, François Piednoël, disse que a microarquitetura Skylake é a responsável pela decisão da Apple de migrar para seus próprios chips. De acordo com ele, a Intel estava enfrentando uma “quantidade anormal de problemas” com os chips Skylake, sendo que a maioria deles eram descobertos pela Apple.

A garantia de qualidade da [arquitetura] Skylake era mais do que um problema… era anormalmente ruim. Estávamos recebendo muitas reclamações de coisas pequenas dentro da Skylake. Basicamente, nossos colegas da Apple se tornaram o relator número um de problemas na arquitetura. E isso foi muito, muito ruim.

Piednoël acredita que esse foi o “ponto de inflexão” da Apple. Confirmando as suposições, o ex-engenheiro da Intel disse que a Apple está considerando a mudança há anos, mas que os “imensos problemas” da Skylake foram a motivação que a empresa precisava para pular fora do barco.

Quando seu cliente começa a encontrar quase tantos erros quanto você, você não está no caminho certo.

Como podemos imaginar, tanto a Apple quanto a Intel vão tentar manter os motivos para a transição sob panos quentes, mas o engenheiro trouxe um bom argumento sobre como o passo em falso da fabricante de chips pode ter levado a essa decisão recém-anunciada da Apple.

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Apple Silicon

Em uma nova página para desenvolvedores, a Maçã informa que os futuros processadores da empresa, assim como o chip A13 Bionic, possuirão núcleos de alto desempenho (P) e de alta eficiência (E), permitindo que desenvolvedores criem aplicativos com alto desempenho sem consumir muita energia.

Para isso, no entanto, a companhia indica as seguintes práticas que ajudarão desenvolvedores a entregar apps mais rápidos e eficientes:

  • Adaptar o código ao sistema AMP: os Macs equipados com o Apple Silicon contarão com sistemas de multiprocessamento assimétrico (AMP, ou asymmetric multiprocessing system), permitindo que apps utilizem ambos os núcleos (P e E) para economizar energia quando estão em segundo plano ou a alta eficiência quando em primeiro plano.
  • Quality of Service (QoS): técnica que baseia-se na prioridade da transmissão de dados em relação a outras transmissões. No caso do Apple Silicon, desenvolvedores poderão usar o QoS para categorizar todos os processos em segundo plano de um app a fim de maximizar a vida da bateria.
  • Gerenciar fluxos de trabalho paralelos: como o Apple Silicon usará o sistema AMP, desenvolvedores poderão tirar proveito dos núcleos P e E para executar threads de trabalho paralelos e realizar tarefas com mais rapidez e eficiência.

É possível conferir o relatório completo, em inglês, aqui.

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TSMC

Em uma nota relacionada, a TSMC (Taiwan Semiconductor Manufacturing Company), fornecedora de semicondutores parceira da Apple, desempenhou um papel fundamental de apoio à criação do Apple Silicon, de acordo com pessoas familiarizadas com o assunto. As informações são do Gizchina.

Segundo a matéria, a TSMC tinha 300 equipes de pesquisa e desenvolvimento (P&D) ajudando no desenvolvimento dos chips ARM1 para Macs. Mais do que isso, essas equipes continuam ajudando a companhia em pesquisas subsequentes.

Todo esse investimento por parte da TSMC, claro, será recompensado. De acordo com a mídia taiwanesa, os chips da Apple poderão ser fabricados exclusivamente pela fornecedora, com a celebração de um contrato multimilionário — mas nenhuma das duas empresas confirmou as informações, por ora.

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via iMore

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