Nós já falamos bastante sobre a nova transição dos Macs que vem por aí, na qual a Apple dará adeus à Intel e adotará seus próprios chips com base na arquitetura ARM.

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Para ajudar desenvolvedores a fazerem essa transição em seus apps, a Apple criou o Developer Transition Kit (um Mac mini com processador A12Z Bionic, 16GB de RAM e 512GB de SSD).

Os primeiros desenvolvedores já estão colocando as mãos nessa máquina e, apesar de a Apple tentar bloquear qualquer tipo de vazamento de informações envolvendo esse kit com seus NDAs (non-disclosure agreements, ou acordos de não-divulgação), já começaram a pipocar algumas aqui e ali — incluindo, é claro, benchmarks.

Alguns deles já enviados para o banco de dados da ferramenta Geekbench sugerem que o Mac mini rodando o A12Z Bionic possui pontuações médias de 811 (para um núcleo) e de 2.781 (para múltiplos núcleos). Comparativamente, os iPads Pro atuais, que rodam o mesmo chip, têm pontuações médias de 1.118 e 4.625, respectivamente.

Vale notar que os testes no Geekbench não são otimizados para os chips da Apple rodando no macOS, então tudo roda sob a tutela do Rosetta 2 — e isso, obviamente, tem um impacto no resultado (desenvolvedores estimam que, em seus apps, essa perda seja de algo entre 25-40%). Já nos testes dos iPads Pro, tudo roda de forma nativa.

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Outro bom comparativo é com o MacBook Air de entrada, o qual atinge resultados médios de 1.005 pontos no single-core e 2.000 pontos no multi-core. É claro que desenvolvedores já estão, também, comparando a performance do DTK com produtos da concorrência:

Então o DTK com um chip de iPad de dois anos roda código x86_64, em emulação, mais rápido que o Surface Pro X, que executa nativamente. 😅 Caramba, Qualcomm, o que você está fazendo?

Tudo indica que o chip A12Z está limitado a 2,4GHz no Mac mini, enquanto que nos iPads Pro seu clock tem 2,5GHz. No mais, o processador também parece usar apenas os quatro núcleos de “performance”, deixando de lado os quatro núcleos focados em “eficiência” de lado, já que ele é reconhecido no Geekbench como um processador “apenas” quad-core, em vez de octa-core.

Independentemente do desempenho do A12Z, é bom deixar claro que a Apple não pretende vender Macs com os mesmos processadores de iPhones e iPads. Sim, a arquitetura será a mesma, mas a Maçã pretende criar uma linha de processadores específica para os computadores — que, sem dúvida, terá desempenho muito superior.

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Esse Mac mini com chip A12Z Bionic tem apenas um intuito: ajudar desenvolvedores a portar seus aplicativos para essa a nova arquitetura, e nada mais — tanto é que ele terá que ser devolvido posteriormente à Apple.

via MacRumors, 9to5Mac

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