O anúncio do Apple Silicon indicou uma despedida importante para os usuários do ecossistema da Maçã — a da Intel. No fim das contas, entretanto, essa não será a única separação sofrida pelos usuários com a transição.

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Os engenheiros da Apple já tinham anunciado a mudança nas sessões da WWDC20, mas só hoje ela foi trazida à tona pelo leaker @never_released: aparentemente, os Macs equipados com os chips da Maçã serão compatíveis somente com GPUs1 da própria empresa. Teremos, portanto, que dar adeus também à AMD e à NVIDIA.

O futuro será muito interessante. O macOS arm64 [com Apple Silicon], de acordo com a Apple, removerá o suporte para GPUs da AMD também — vida longa às GPUs da Apple.

A informação pode ser vista na sessão “Bring you Metal app to Apple Silicon Macs”, a partir dos 4:36. No vídeo, o engenheiro Gokhan Avkarogullari (diretor de softwares de GPU da Apple) fala sobre as diferenças entre as soluções gráficas da Maçã em relação às de outras empresas, que equipam os Macs atualmente; a sessão traz um guia para que desenvolvedores façam a transição dos seus aplicativos desenvolvidos com a API2 Metal possam rodar tranquilamente nas futuras máquinas.

Para desenvolvedores ou usuários interessados, outras sessões tratando do mesmo tema podem ser conferidas: “Optimize Metal Performance for Apple Silicon Macs”, “Harness Apple GPUs with Metal” e “Explore the new system architecture of Apple Silicon Macs” são algumas delas.

Embora essa seja a primeira vez que o assunto está sendo tratado publicamente (após a confirmação oficial, isto é), a notícia não chega a ser uma surpresa para ninguém: a Apple claramente quer fechar o parquinho dos Macs, e voltar a atenção para GPUs próprias é apenas um prosseguimento natural das ideias por trás do Apple Silicon como um todo.

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A relação da Apple com a NVIDIA já está em frangalhos há muito tempo, mas a AMD ainda tem bons vínculos com a Maçã: é ela quem produz as placas gráficas de todas as máquinas mais parrudas da Maçã, como o MacBook Pro de 16 polegadas, o iMac Pro e o Mac Pro. As notícias, portanto, deverão representar um certo abalo para a empresa.

Além disso, algumas questões surgem dessa transição: o suporte a GPUs externas morrerá? Como ficarão os profissionais que precisam de poderio gráfico extra, mesmo em máquinas que já contam com chips potentes? E a adaptação de aplicativos profissionais (de modelagem, edição de vídeo, renderização e tantos outros), como será feita?

Para as respostas, precisaremos aguardar os próximos meses — ou mesmo anos.

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