Coronavírus: Linux Foundation lança iniciativa para combater pandemia; mais Apple Stores voltam a fechar nos EUA Organização de saúde nos EUA também implantou a tecnologia em um novo sistema

Ilustração: coronavírus

A parceria entre Apple e Google no desenvolvimento de uma API1 de alerta de exposição para ajudar no combate à pandemia do novo Coronavírus (COVID-19) inspirou outras empresas a lançarem iniciativas que aliam tecnologia e informação para brecar o avanço da doença.

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Nesse sentido, veremos que a API criada pelas gigantes de tecnologia foi adotada, recentemente, por dois grandes empreendimentos na área da saúde: a Linux Foundation e a Association of Public Health Laboratories.

Linux Foundation

A Linux Foundation anunciou uma nova iniciativa para alavancar o uso de tecnologias de código aberto no combate à pandemia, a qual inclui a API de alerta de exposição da Apple e do Google.

Para catalisar esse desenvolvimento de código aberto, a Linux Foundation Public Health está construindo uma comunidade global de empresas líderes em tecnologia e consultoria, autoridades, epidemiologistas e outros especialistas em saúde pública, especialistas em privacidade e segurança e desenvolvedores individuais. Enquanto estamos empolgados com o lançamento de dois projetos de código aberto muito importantes, acreditamos que nossa função de convocação para permitir a colaboração para combater essa pandemia possa ser nosso maior impacto.

Inicialmente, o projeto se concentrará nos aplicativos que já usam essa tecnologia, apoiando as autoridades de saúde pública e governos durante todas as etapas do processo de diagnóstico da COVID-19 — isso inclui mapeamento da realização de testes e rastreamento do índice de isolamento.

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Posteriormente, a iniciativa prevê a criação de duas novas APIs: COVID Shild e COVID Green — as quais serão lançadas no Canadá, na Irlanda e em vários estados americanos. Ambas serão disponibilizadas às autoridades de saúde pública de todo o mundo para uso e personalização a fim de criar seus próprios aplicativos de alerta de exposição.

Association of Public Health Laboratories

A Associação de Laboratórios de Saúde Pública (Association of Public Health Laboratories, ou APHL) também anunciou recentemente que está trabalhando com a Apple, o Google e a Microsoft para criar um servidor nos EUA que armazene com segurança os dados da API de alerta de exposição — ao passo que a Microsoft fornecerá o servidor online com base em uma ferramenta de código aberto.

Sendo assim, em vez de armazenar essas informações (cruciais para o acompanhamento do avanço da pandemia) em servidores desvinculados entre si e sem acesso às agências de saúde, a APHL pretende disponibilizá-las em um único banco de dados, como destacado pelo seu presidente Bill Whitmar:

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Estamos honrados em fazer parceria com Apple, Google e Microsoft para tornar essa tecnologia inovadora acessível a agências de saúde pública estaduais e territoriais. Os aplicativos que usam essa tecnologia informarão rapidamente usuários sobre uma possível exposição à COVID-19 e fornecerão a eles informações que podem usar para proteger a si mesmos e suas famílias.

Pensando na segurança das informações de usuários, a solução não armazenará dados em servidores centrais executados pela Apple ou pelo Google; além disso, se e quando um usuário for diagnosticado com COVID-19, ele poderá optar por compartilhar o resultado, alertando os indivíduos de que podem ter entrado em contato próximo com ele. Os médicos também podem ler os dados, se esse acesso for concedido.

Ainda não há informações sobre quando o novo servidor será estabelecido ou se isso se estenderá para mais países/regiões onde a API da Apple/Google foi implantada.

Mais lojas fecham novamente nos EUA

A Apple fechou, na semana passada, mais oito lojas em diversos estados americanos após o crescimento do número de casos da COVID-19. De acordo com as informações publicadas por Michael Steeber (que tem acompanhado a reabertura e fechamento das Apple Stores), as unidades que fecharam as portas novamente foram as seguintes:

Steeber observou, ainda, que 6 das 28 lojas da Apple no estado da Califórnia também restringiram o acesso aos clientes, uma vez que elas estão em shoppings que foram forçados a fechar.

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Em muitos locais, a Maçã está atendendo apenas com hora marcada, seja para compromissos com especialistas Genius ou fazendo entrega de encomendas realizadas online (no modo pickup). Além disso, a companhia está analisando continuamente o avanço da pandemia — em todas as regiões onde possui operações de varejo — para saber quando poderá reabrir (ou se será necessário fechar novamente) suas lojas.

No Brasil, ainda não há nenhuma previsão de reabertura das duas Apple Stores.

via MacRumors [1, 2], AppleInsider

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