Mac mini do Developer Transition Kit (DTK)
Mac mini do Developer Transition Kit (DTK)

O famigerado Mac mini do Developer Transition Kit, equipado com chip A12Z Bionic da Apple, já ganhou benchmarks antes — mas aqueles primeiros números foram obtidos rodando a ferramenta Geekbench 5 por cima do Rosetta 2, a camada de compatibilização do macOS para rodar aplicativos baseados em Intel/x86. Agora, o 9to5Mac chegou com informações atualizadas — e bem animadoras.

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Segundo o site, alguém conseguiu rodar o Geekbench 5 de forma nativa no Mac mini equipado com Apple Silicon. Ainda não há detalhes sobre como o processo foi feito, mas a matéria supõe que o Mac tenha sido posto em modo de recuperação, com seus recursos de segurança desligados, e dando uma assinatura de código à ferramenta de benchmarks.

O fato é que os números são ótimos: o Mac mini com chip A12Z conseguiu pontuação 1.098 no teste de núcleo único e 4.555 pontos em multi-núcleos. Isso já representa um bom salto em relação ao teste anterior, emulado, em que vimos pontuações nas casas dos 800 e 2.700, respectivamente.

Benchmarks nativos do Mac Mini com Apple Silicon

Outra comparação, ainda melhor, é a com o atual MacBook Air de entrada: o ultraportátil da Apple tem uma pontuação de 1.005 com um único núcleo, ou 2.000 pontos na medição multi-núcleos — o que é esperado, considerando que estamos comparando máquinas dual-core com quad-core.

De qualquer forma, há de se lembrar que o chip A12Z já tem dois anos de idade (ele é quase idêntico ao A12X, de 2018, com a única diferença da adição de um núcleo extra de GPU1). Ou seja, quando a Apple de fato lançar Macs equipados com o Apple Silicon, será com chips novos e mais capazes — com números, portanto, ainda melhores. É um bom começo, não é mesmo?

Mais detalhes do Apple Silicon

Enquanto isso, o desenvolvedor Steve Troughton-Smith compartilhou no Twitter mais alguns detalhes sobre o Apple Silicon — ou, mais especificamente, sobre o comportamento de aplicativos do iOS rodando nativamente nos Macs equipados com chips da Maçã.

Existem uma série de comportamentos de compatibilidade aplicados aos apps do iOS rodando sem modificação no macOS. Isso torna muito mais provável que eles rodem logo de cara que se o desenvolvedor simplesmente marcasse a caixa de seleção do Mac [no Xcode] e nada mais. O sistema “avisa” que eles estão rodando num iPad com iOS 14, aliás.
Se um app para iPad é de tela cheia, mas traz suporte ao modo retrato e paisagem, você pode redimensionar a janela nesses dois tamanhos, e mais nada. Sem layouts quebrados. […] Os apps para iPhone ficam como apps para iPhone, e não há concessões para gestos multitouch personalizados como o deslizar de dois dedos para desfazer — diferentemente do simulador do iOS.
Se o seu app para iPad permite redimensionamento, ele poderá ser redimensionado para qualquer tamanho de janela, o que pode quebrar o seu layout caso você não tenha cuidado — tirando isso, as coisas simplesmente funcionam. […] Aqui está um app mais complexo, o Adobe Draw, no macOS. Funciona direitinho!
Que tal o YouTube ou o Google Maps? A parte triste é que, provavelmente, boa parte dessas grandes empresas (cujos apps você vai querer rodar) vai restringir que seus apps para iOS rodem no Mac. Talvez tenha sido um erro da Apple oferecer aos desenvolvedores a opção de não disponibilizá-los. […] Spotify e Slack (dá pra ver que eu não uso nenhum dos dois?)

Resumindo a coisa toda: o suporte aos apps do iOS funcionará de forma quase invisível — o trabalho que os desenvolvedores terão, se muito, será o de ajustar alguns layouts aqui e ali para que tudo funcione nos conformes.

Resta torcer, agora, para que a comunidade dev abrace em massa a opção de disponibilizar seus aplicativos no macOS. Será ótimo, não?

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