Já faz mais de um ano que os serviços de assinatura da Maçã, dentre eles o Apple TV+, o Apple News+ e o Apple Arcade foram apresentados e, por mais que a gigante de Cupertino tenha uma extensa base de consumidores e divulgado seus serviços da melhor forma possível, eles simplesmente não engataram da forma que analistas esperavam, como detalhado numa nova reportagem da Bloomberg1.

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Embora prevê-se um crescimento de 15% na receita dos serviços da Apple para o terceiro trimestre fiscal deste ano (o qual será detalhado pela companhia nesta semana), a maioria desses ganhos virá de plataformas como a App Store, disparada a maior fonte de lucro de toda a categoria de serviços.

Apple TV+

O serviço de streaming de vídeos da Maçã, lançado em novembro passado, ainda não teve nenhum sucesso de bilheteria, de acordo com a Bloomberg — embora diga-se que o filme “Greyhound”, com Tom Hanks, tenha tido uma estreia digna de blockbuster.

Além de um catálogo “mediano”, a Apple oferece um ano de assinatura do serviço na compra de um novo iPhone, iPad, Mac ou Apple TV — mas que também não atraiu os consumidores como esperado. De acordo com o analista da Sanford Bernstein, Toni Sacconaghi, menos de 15% dos clientes elegíveis haviam se inscrito na plataforma.

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Apple Arcade

A Apple lançou sua plataforma de jogos um pouco antes do Apple TV+, em setembro, com 100 títulos exclusivos. Alguns desenvolvedores, porém, sugeriram que o crescimento de assinantes foi mais fraco do que o esperado, até agora.

Vale lembrar, ainda, que a empresa mudou de estratégia recentemente, cancelando contratos de alguns games em desenvolvimento e buscando outros títulos na esperança de reter mais assinantes.

Apple Card

Ainda que não tenha se expandido, por ora, para outras regiões e países além dos Estados Unidos, o Apple Card não deixa de ser mais uma investida da companhia. Lançado em agosto passado, o cartão acumulou cerca de US$2 bilhões em linhas de crédito desde o seu lançamento — uma fração do que outros programas em colaboração com o banco Goldman Sachs geraram.

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Apple News+

Para os analistas, a oferta de assinatura de jornais e revistas da Apple é, talvez, a menos bem-sucedida até agora. Quando lançado em março de 2019, os jornais americanos de maior alcance — como New York Times e Washington Post — não participaram. Desde então, vários editores se queixaram de receitas abaixo do esperado — fazendo, inclusive, que o chefe de negócios da empreitada deixasse o cargo.

A Apple não forneceu informações sobre quantos assinantes o serviço possui, mas sabe-se que a companhia estava lutando para atrair clientes. De acordo com informações, o serviço ganhou 200 mil assinantes nos primeiros dias, mas os números não aumentaram muito desde então.

App Store

Isso nos deixa com a App Store, a qual detém o maior crescimento da receita da Apple em serviços. Como sabemos, a Maçã abocanha uma taxa de 30% sob o valor de todos os aplicativos pagos da loja‌, bem como em compras internas. Ela também recebe 30% de assinaturas no aplicativo, taxa que cai para 15% após o primeiro ano.

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Precisamente, a App Store gerou US$32,8 bilhões no primeiro semestre de 2020 para desenvolvedores, um aumento de mais de 20% em relação ao ano anterior, de acordo com estimativas da Sensor Tower. Enquanto isso, assinaturas ultrapassaram a marca de 515 milhões no segundo trimestre fiscal.

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Qual desses serviços da Apple você assina/usa com frequência?

via MacRumors

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