Novo iMac: o que mudou, o que ficou igual e o que faltou Um comparativo completo

Depois de meses de espera, a Apple finalmente lançou hoje mais cedo, sem nenhuma pompa ou circunstância, novos iMac de 27 polegadas. O problema é que, bom, as novidades não suscitam grandes suspiros: a atualização serve basicamente para dar novos chips aos computadores, sem mudanças externas.

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Ainda assim, há algumas novidades que merecem ser citadas. E é exatamente para isso que estamos aqui: detalhar, tintim por tintim, tudo o que há de novo nessas máquinas — e, de quebra, comentar o que permanece idêntico e o que nós queríamos ter visto nessa atualização. Vamos lá?

O que muda

É bom deixar evidente logo de cara: o modelo atualizado hoje foi o iMac de 27″. O de 21,5″ e o iMac Pro também ganharam mudanças circunstanciais, que serão comentadas em uma seção específica deste artigo; para todos os efeitos, todas as mudanças citadas nesta seção valem apenas para o modelo de 27″.

Processadores

Começando com o óbvio, os novos iMacs ganharam um upgrade de processadores: pulamos da oitava para a décima geração dos chips Intel — os chamados “Comet Lake”, ainda produzidos em arquitetura de 14 nanômetros. São três modelos padrão:

  • De entrada: Core i5 de 6 núcleos e 3,1GHz (Turbo Boost até 4,5GHz)
  • Intermediário: Core i5 de 6 núcleos e 3,3GHz (Turbo Boost até 4,8GHz)
  • Topo-de-linha: Core i7 de 8 núcleos e 3,8GHz (Turbo Boost até 5GHz)

Os dois modelos mais caros podem ser configurados com um processador ainda mais potente: um Core i9 de 10 núcleos e 3,6GHz (Turbo Boost até 5GHz).

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Vale notar que essa será, muito possivelmente, a última atualização dos iMacs ainda com chips Intel: considerando o cronograma do Apple Silicon, é provável que o próximo update do tudo-em-um já traga processadores da própria Maçã.

Armazenamento

Já não era sem tempo: a Apple finalmente fez a transição e agora os iMacs vem, por padrão, com armazenamento SSD1. O modelo de entrada tem 256GB de capacidade, e os dois mais caros trazem 512GB por padrão, podendo ser configurados com ainda mais espaço (o modelo intermediário vai até 2TB, enquanto o topo-de-linha pode ser configurado com até 8TB).

Gráficos

Tivemos aqui um bom upgrade: saem os chips da série Radeon 500, da AMD, e entram os da série Radeon 5000, da mesma fabricante, com processo de produção de 7 nanômetros.

Os modelos de entrada e intermediário vêm com uma placa Radeon Pro 5300, com 4GB de memória GDDR6; o topo-de-linha conta com uma Radeon Pro 5500 XT com 8GB de memória GDDR6 — e você ainda pode configurá-lo para trazer placas mais parrudas, com até 16GB de memória.

RAM

Sob quase todos os aspectos, a RAM2 nos novos iMacs permaneceu inalterada: todos os modelos contam com 8GB (2.666MHz) por padrão e trazem slots SO-DIMM acessíveis pelo usuário (ou seja, você pode fazer upgrades). A diferença é que, agora, os iMacs podem ser configurados de fábrica com até 128GB de memória, o dobro do limite anterior.

Câmera

Levantem as mãos para os céus: a Apple finalmente fez um upgrade de webcam em um dos seus Macs. Os novos iMacs de 27″ trazem câmeras FaceTime HD de 1080p, um ganho interessante em relação aos 720p usuais. Além da melhoria de resolução, a nova câmera também trará ganhos de performance por conta do…

Chip T2

O chip de segurança faz, aqui, sua estreia no iMac “comum” (ele já está presente no iMac Pro há algum tempo). Além de dar ao macOS o “sistema de boot mais seguro do mundo”, segundo a própria Maçã, o T2 também encarrega de algumas tarefas de processamento próprias, especialmente na câmera — a Apple fala em mapeamento de tons, controle de exposição e detecção de rostos.

Chip T2
📷 TechSpot

O T2 traz ao iMac, ainda, suporte à tecnologia True Tone e ao comando de voz “E aí, Siri”. Apesar disso, o computador continua sem Face ID (ou qualquer outro sistema de identificação biométrica).

Microfones

Seguindo a linha recente de equipar seus computadores com mais microfones (e de melhor qualidade), a Apple adicionou aos novos iMacs três microfones com “qualidade de estúdio”, alta relação sinal-ruído e filtragem espacial direcional. Traduzindo do marquetês para o português, podemos esperar capturas mais cristalinas e chamadas de voz mais audíveis.

Conectividade

Temos, agora, suporte ao Bluetooth 5.0. O Wi-Fi, por sua vez, continua na versão 802.11ac — nada de suporte ao Wi-Fi 6.

Nano-Texture

Vai usar o iMac em um local muito claro ou cheio de luzes? Pois desembolsando US$500 ou (R$5.000) a mais, você poderá equipar seu computador com vidro Nano-Texture, uma tecnologia especial da Apple que jateia a superfície da tela a um nível nanométrico para reduzir a refletividade e dissipar a luz sem comprometer a qualidade de imagem.

A tecnologia fez sua estreia no Pro Display XDR, e agora chegou ao iMac de 27″.

Suporte a monitores externos

Além da belíssima tela 5K do seu iMac, você pode plugá-lo, agora, a um monitor 6K externo a 60Hz — anteriormente, o monitor externo podia ser no máximo 5K. Também é possível conectar o iMac a dois monitores 4K (60Hz), exatamente como antes.

O que não muda (e o que ficou faltando)

Todo o resto, naturalmente, permanece exatamente como antes: ainda temos o mesmo design com bordas fartas, que, apesar de deveras icônico, certamente decepcionará quem esperava um visual repaginado para o iMac.

Tirando a adição do True Tone, a tela 5K também permanece inalterada, com resolução de 5120×2880 pixels e suporte a ampla gama de cores (P3). As portas na traseira do iMac são as mesmas: temos uma saída para fones de ouvido de 3,5mm, um slot para cartões SDXC, quatro portas USB-A, duas Thunderbolt 3 e uma Gigabit Ethernet (com opção de configurá-la para Ethernet 10Gb).

O preço das três versões do iMac também é o mesmo nos Estados Unidos: US$1.800 para a de entrada, US$2.000 para a intermediária e US$2.300 para a topo-de-linha. No Brasil, por outro lado, os valores subiram: os três modelos saem por R$22 mil, R$24 mil e R$27 mil, respectivamente — um salto médio de 13,6% em relação aos preços anteriores, como detalhamos aqui.

E o iMac de 21,5″? E o iMac Pro?

Os outros dois modelos da família iMac também receberam novidades, porém (ainda) mais discretas.

iMac de entrada (21,5 polegadas)

Para o iMac de 21,5″, a mudança é apenas no armazenamento: assim como o irmão maior, o modelo agora traz SSDs de 256GB nas configurações padrão — embora você possa trocá-lo por um Fusion Drive de 1TB, como antes, sem custo adicional.

Os processadores ainda são os da oitava geração, a câmera FaceTime ainda é de 720p e o resto fica totalmente inalterado; não há opção Nano-Texture para o modelo menor. Os preços também são os mesmos nos EUA, partindo dos US$1.100; no Brasil, por outro lado, os valores subiram e agora começam em R$15.700.

Fusion 11 no iMac Pro

O iMac Pro, por sua vez, recebeu uma pequena melhoria de processador na sua configuração padrão: agora, temos um Intel Xeon W de 10 núcleos e 3GHz (Turbo Boost de 4,5GHz) — anteriormente, o processador era de 8 núcleos e tinha clock ligeiramente menor. Você ainda pode configurar a máquina com chips mais poderosos, de qualquer forma.

O preço do iMac Pro continua partindo de US$5 mil — ou R$60.500 no Brasil, um salto de R$8 mil em relação ao preço anterior. Também não temos, aqui, opção de tela Nano-Texture.

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Com tudo posto na mesa, agora é com vocês: quem se interessou? Quem se decepcionou? Deixem seus comentários logo abaixo!


iMacs de 21,5″ e 27″

de Apple

Preço à vista: a partir de R$11.969,10
Preço parcelado: em até 12x de R$1.108,25
Lançamento: 2020

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