Vendas de iPhones poderão cair com banimento de aplicativos chineses da App Store

Na semana passada, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou duas ordens executivas que proíbem qualquer transação de empresas americanas com as chinesas proprietárias do TikTok (ByteDance) e do WeChat (Tencent), em uma escalada da “guerra fria tecnológica” entre os dois países.

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Esses são alguns dos apps mais populares da China — no caso do TikTok, também mundialmente —, portanto é claro que a decisão do governo americano respingaria para todos os lados, inclusive (e principalmente) na Apple.

Vale notar que, desde o início das preocupações em torno da proibição desses apps nos EUA, a Microsoft iniciou uma negociação com a ByteDance para comprar as atividades do TikTok no país — o que pode contribuir para que ele não seja banido definitivamente por lá.

De acordo com documentos divulgados pela Casa Branca, a proibição entrará em vigor no dia 20 de setembro de 2020. Embora muitos termos da ordem executiva tenham deixado dúvidas, se a decisão for remover o WeChat da App Store, a Apple poderá sofrer uma queda de até 30% nas vendas do iPhone mundialmente, segundo o conhecido analista da TF Internacional Securities, Ming-Chi Kuo.

De última hora: Presidente Trump assina ordem executiva sobre o #TikTok e o #WeChat

Mais precisamente, Kuo apresentou dois possíveis cenários: um positivo e o outro não, dependendo da jurisdição da ordem do governo americano — em outras palavras, se a Apple terá que remover o WeChat e o TikTok das App Stores de todos os países ou apenas da dos EUA.

O cenário mais otimista para a Apple é a que a remoção aconteça “apenas” na ‌App Store‌ dos EUA. Nesse caso, Kuo prevê que as vendas globais do ‌iPhone‌ serão impactadas em torno de 3% a 6%, com outros produtos da Apple (como Macs, iPads e Apple Watches) sendo afetados em menos de 3%.

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Na pior das hipóteses (ou seja, se os apps forem removidos da App Store em todos os países), as vendas globais de iPhones poderão despencar até 30% — sendo metade dessa redução atribuída ao mercado chinês, fundamental para a Apple.

Por conta disso, Kuo recomenda que investidores reduzam suas participações em ações de empresas da cadeia de fornecimento da Maçã, como a LG Innotek e a Genius Electronic Optical. No entanto, resta saber o que acontecerá, uma vez que as proibições não entrarão em vigor até o mês que vem — portanto, ainda há tempo para que a ordem seja esclarecida, modificada ou rescindida.

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Seja como for, essa é mais uma dor de cabeça para a gigante de Cupertino, como se ela já não acumulasse vários outros problemas só seus

via MacRumors

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