Conceito do suposto "Apple Car"

Há mais de dois anos, falamos aqui sobre a chegada de Mark Rober, YouTuber especialista na área de VR1 e design de produto, na Apple — mais precisamente, na equipe de desenvolvimento do Projeto Titan, o famigerado “Apple Car”.

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Nesse ínterim, Rober já deixou a Apple, mas não sem deixar frutos. O MacRumors destacou hoje algumas patentes, publicadas recentemente pelo Escritório de Marcas e Patentes dos Estados Unidos, que dão uma ideia do trabalho que a equipe do Projeto Titan tem desenvolvido — justamente nas áreas de realidade virtual e design de produto.

Algumas das patentes expandem o conceito de realidade virtual dentro do veículo, mas utilizam os elementos tecnológicos para um propósito específico: redução de enjoos. Mais precisamente, o sistema do “Apple Car” poderia envolver os passageiros num ambiente virtual que substituiria os visuais externos; esse ambiente seria sincronizado com os movimentos do próprio veículo e os “compensaria” digitalmente, reduzindo a possibilidade de enjoo dos passageiros.

As patentes explicam que esse ambiente virtual poderia ser gerado por headsets ou por projetores dentro do próprio veículo, que criariam uma experiência única para todos os ocupantes. Os passageiros poderiam escolher entre várias opções de rotas para passar o tempo — por exemplo, você poderia estar passando por uma via industrial “feiosa” e escolheria estar passeando pela Costa Amalfitana, na Itália; o sistema analisaria as curvas e o terreno do mundo real (bem como aceleração, velocidade e freios do veículo) para combiná-los com a projeção da rota virtual.

Portas e janelas inteligentes

Outras patentes publicadas recentemente descrevem como as portas e janelas do “Apple Car” poderiam ser usadas de forma mais inteligente. As portas, por exemplo, poderiam ser integradas aos sensores do veículo para proteger os passageiros — ou seja, elas só poderiam ser abertas caso nenhum obstáculo estivesse do lado de fora ou se aproximando (como um pedestre ou, pior, um carro vindo em alta velocidade). Num estacionamento, as portas abririam somente até o ponto em que não encostassem no carro ao lado.

Os sensores entrariam em ação em outros momentos, também: eles poderiam detectar caso um passageiro estivesse dentro do carro (como uma criança ou um animal de estimação) sem o “condutor” e abririam ligeiramente as janelas/ativariam o ar-condicionado.

No caso de um acidente no qual o carro caísse num corpo d’água, o sistema poderia fechar automaticamente portas e janelas, ativar dispositivos de flutuação, ventilar o interior do veículo e acender um sinal de alerta; em seguida, o carro perguntaria aos passageiros se eles estão prontos para deixar o veículo. Com uma resposta positiva, as portas e janelas seriam abertas para a fuga.

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Obviamente, sempre que falamos de patentes é bom lembrar: como estamos tratando de ideias, registradas aos borbotões todos os anos, não necessariamente esses recursos chegarão ao “Apple Car” definitivo (aliás, nós nem sequer sabemos se o “Apple Car” existirá de verdade ou que forma ele assumirá).

O interessante, aqui, é notar o direcionamento que a Maçã está dando às suas tecnologias automotivas — e, claro, pensar no quão legal seria um carro com todas essas traquitanas tecnológicas.

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