Apple se posiciona sobre novas leis em Hong Kong acerca do envio de dados para o governo

Em todos os países onde está presente, a Apple comumente recebe solicitações dos governos locais para que forneça informações sobre diversos assuntos, sejam eles a respeito de dispositivos ou de usuários.

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Isso ocorre mesmo em países com governos autoritários, como a China — que impôs unilateralmente uma nova lei de segurança nacional, válida também em Hong Kong, a qual afeta diretamente a maneira como empresas de tecnologia fornecem esses dados.

Logo depois disso, várias companhias dos Estados Unidos (incluindo Microsoft, Twitter e Google) pararam de processar os pedidos de dados de usuários feitos por autoridades de Hong Kong, temendo que eles pudessem ser usados levianamente. A Apple, por outro lado, disse que estava “avaliando a nova lei” e não se posicionou claramente sobre o assunto — até agora.

Em contato com o TechCrunch, a Maçã afirmou que não recebe solicitações de conteúdo sobre usuários diretamente de Hong Kong. Em vez disso, a empresa “se baseia em um tratado de assistência jurídica mútua”, o qual permite que autoridades dos EUA analisem as solicitações antes de as informações serem enviadas a governos estrangeiros.

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De acordo com a Apple, as autoridades de Hong Kong fizeram 604 solicitações sobre informações de dispositivos, 310 solicitações de dados financeiros e 10 solicitações de dados de contas de usuários no ano passado — a maioria delas relacionadas a investigações sobre fraude e reparo.

Embora a atitude da gigante de Cupertino destoe de outras empresas americanas, é importante notar que o cumprimento dessas solicitações faz parte de uma política mundial da Maçã, a qual também tem efeito no Brasil, inclusive.

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