Peloton anuncia nova bicicleta ergométrica integrada ao GymKit e nova esteira

No processo de emagrecer quase 30 quilos, um dos meus segredos foi tentar associar tecnologia ao esporte. O Apple Watch foi um grande parceiro nessa historia, mas ele foi só o inicio. Hoje eu busco conectar tudo o que é possível às minhas atividades de corrida, bicicleta, musculação, etc.

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Mas como fazer isso nessa fase em que ninguém deveria sair de casa? A boa e velha bicicleta ergométrica ou uma esteira podem ser belas alternativas, mas vamos combinar que, para boa parte das pessoas, fazer isso em casa — sem nenhuma motivação extra — pode ser extremamente chato.

Para resolver isso, a Peloton modernizou completamente essa experiencia que está virando febre nos Estados Unidos e explodiu nessa fase de pandemia, com prazos de entrega que estão superando mais de 3-4 meses em alguns locais. Eles basicamente tornaram os equipamentos um grande computador, onde você consegue treinar com o auxilio de um instrutor ao vivo diariamente ou com aulas prontas sob demanda — e pode treinar de forma virtual junto a outras pessoas.

Segundo a empresa, eles têm mais de 2,6 milhões de membros na comunidade online de exercícios! Isso por si só já é um belo incentivo para treinar, mas eles anunciaram agora equipamentos ainda mais modernos, integrados ao GymKit (no caso da Peloton Bike+), que permitirá a troca de informações e coleta de métricas de forma mais fácil entre equipamentos.

Peloton Bike+

Imagine você ter uma bicicleta que pode fazer treinos de força, ioga, alongamento e meditação? Isso mesmo, você não entendeu errado!

Deixe-me falar um pouco mais da Bike+ e você entenderá como isso é possível.

Ela possui uma tela sensível ao toque de 23,8″ (que gira 180º e facilita muito assistir a aulas quando a pessoa está fora da bicicleta), sistema de som de alta fidelidade (com quatro alto-falantes para escutar as instruções do professor ou para aquela playlist que ajuda a motivar) e integração de um toque com o GymKit (para que você possa emparelhar seu Apple Watch e manter suas métricas sincronizadas).

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A Bike+ possui também um sistema de resistência digital, o qual lembra automaticamente seus objetivos e aumenta/diminui a força que você tem que fazer na hora de pedalar com base na orientação do instrutor.

Para ser mais claro nesse ponto: sabe aquela hora em que o instrutor diz pra você “Coloque mais carga aí que eu quero os batimentos lá no alto”? Então, a bicicleta faz isso sozinha, com base no que está vendo de resposta do seu corpo e a orientação da aula do professor.

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Sendo o monitoramento cardíaco do Apple Watch um dos melhores do mercado, achei bem legal explorarem essa integração.

Não gosto muito de falar em conversão pois, quando trazemos essas coisas para a nossa moeda (o real), tudo fica um absurdo. E, se incluirmos as taxas que são somadas à conversão… aí nem se fala! Mas estamos falando de um “brinquedo” de US$2.495. É muito, mas lá fora os compradores podem ainda parcelar tudo em muitas vezes sem juros em um certo tipo de financiamento.

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A empresa — mostrando confiança no seu produto — dá 30 dias para você experimentar a bicicleta e devolvê-la, caso não goste.

Com a chegada da Bike+, o valor do modelo anterior caiu para US$1.895 — mas esses valores não incluem o plano mensal de aulas, que custa em torno de US$40.

Se você não tem intenção de pedalar na rua, eu acho um belo equipamento! Pelo preço e tipo de interação que ele possibilita, fica bem mais difícil ele virar um varal de roupas como muitas bicicletas ergométricas que vemos por aí.

A nova esteira

Já na parte da esteira — eu, por sinal, sou viciado em correr nesse tipo de equipamento —, eu daria destaque a itens como aparência “clean”, área de corrida (lona) mais do que suficiente/confortável e motor interno (sem ter aquela camada de proteção na frente da esteira, que ajuda no visual).

Mas o destaque mesmo fica por conta de terem projetado essa esteira para que ela tenha todas as funções de controle de velocidade e inclinação, além de uma tela HD sensível ao toque de 23,8″ com alto-falantes integrados (para que você possa fazer a transição perfeita entre a plataforma e o solo durante o treino).

Esteira da Peloton

A tela se inclina para cima e para baixo, num ângulo de 50º, permitindo que você ajuste tudo a fim de obter a melhor visualização e som. Isso é especialmente importante quando você está fazendo treinamentos que envolvem parte corrida, parte outro tipo de treinamento — aqui no Brasil esses treinos se popularizaram muito com os HIIT, que são feitos parte com técnicas de corrida, parte com treinos de força sobre a esteira ou ao lado dela, tendo ela apenas como apoio.

Se pensarmos novamente em “dinheiro” (sem conversão), eu achei uma esteira bem barata — no Brasil, você encontra modelos infinitamente mais simples pelo mesmo valor. Estamos falando de algo em torno de US$2.945. Ela, porém, chegará ao mercado americano apenas em 2021.

Trata-se de uma esteira mais acessível e delicada para se ter em casa, já que a original se manteve com o preço de US$4.295 — ela agora se chama Peloton Tread+, mantendo uma tela maior e a possibilidade de alcançar uma velocidade mais rápida, que no fim das contas só atende uma parcela ainda menor de corredores.


Eu achei um pouco estranho a Peloton não ter comentado nada sobre a integração com o GymKit na página oficial da esteira — espero que seja apenas um esquecimento e que ela esteja preparada para isso. Ou, quem sabe, pode mesmo ser uma questão de público — eu já escrevi uma matéria comparando o Apple Watch ao Garmin (relógio mais apropriado para corrida) falando como o Watch ainda precisa evoluir quando a sua corrida começa ficar mais séria.

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