O que muda (e o que fica igual) no novo iPad de 10,2 polegadas? Spoiler: as novidades são bem discretas

Dentre as novidades apresentadas hoje pela Apple, a nova geração do iPad de 10,2 polegadas (o mais barato da linha) acabou ficando em segundo plano. É compreensível: a atualização foi a mais discreta do dia, resumindo a um tapa no processador.

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Nem por isso, o tablet precisa ficar de lado: já publicamos comparativos completos entre os Apple Watches e os iPads Air/Pro, e agora é a vez de analisar o que mudou e (quase tudo) o que ficou igual no novo iPad de 10,2 polegadas.

O que mudou

A atualização do iPad de entrada resume-se, basicamente, ao seu processador: sai o (já velhinho) A10 Fusion e entra o A12 Bionic, o mesmo que equipa os iPhones XR/XS e o finado iPad Air de terceira geração.

A Apple promete processamento até 40% mais rápido e gráficos 2x mais eficientes. Além disso, temos aqui processamento específico para o Neural Engine, com tarefas de aprendizado de máquina realizadas ainda mais rapidamente.

Para não dizer que as mudanças ficaram só no processador, o novo iPad ganhou um upgrade no seu adaptador de tomada: agora, temos um carregador USB-C de 20W que certamente carregará o tablet bem mais rapidamente.

Conteúdo da caixa do iPad

Por conta da alteração, o cabo que acompanha o dispositivo também mudou — de USB-A para Lightning, agora temos um USB-C para Lightning.

O que ficou igual

Todo o resto! O iPad ainda tem a mesma tela Retina de 10,2 polegadas com resolução de 2160×1620 pixels (com 264 pixels por polegada). A câmera traseira ainda tem 8MP e grava vídeos 1080p a 30 quadros por segundo, enquanto a frontal tira fotos de 1,2MP e captura vídeo 720p.

Os alto-falantes são estéreo, e temos dois microfones para captura mais cristalina de áudio. A conectividade inclui a entrada Lightning (não, nada de transição para USB-C aqui), Wi-Fi 5 (também nada de Wi-Fi 6…) e Bluetooth 4.2 (…nem de 5.0). O Touch ID permanece onde sempre esteve, no botão de Início.

A bateria também permanece com 32,4Wh, capaz de fornecer até 10 horas de uso navegando na internet ou assistindo a vídeos no Wi-Fi — ou 9 horas em rede celular, nos modelos que a suportam. Ah, e ao menos em um ponto o iPad baratinho supera seus irmãos mais caros: ele ainda conta com a saída de áudio de 3,5 milímetros.

Preços e versões também ficaram inalterados: a partir de US$330, para a versão de 32GB, com um incremento de US$100 para levar 128GB de armazenamento ou de US$120 para ter conectividade celular. Por outro lado, sou obrigado a, mais uma vez, lembrar as más notícias de que os iPads saltaram de preço no Brasil: o iPad de oitava geração parte de R$4 mil por aqui, R$500 a mais que o modelo anterior.

Vale a pena?

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