Apple acusa Epic Games de estar fazendo “marketing” para impulsionar Fortnite

No mais recente episódio da guerra interminável entre a Apple e a Epic Games, a gigante de Cupertino disse ao tribunal que a desenvolvedora de Fortnite decidiu começar a disputa após “um declínio na popularidade” do seu jogo.

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Mais do que isso, a Maçã apontou na sua declaração inicial [PDF], a qual antecede a audiência do dia 28/9, que a Epic “tem uma estratégia de coagir plataformas para seu próprio ganho”. Entre os ataques, a Apple também explica que apoiou a desenvolvedora na App Store por um bom tempo, e que no entanto ela “regularmente ameaçou tirar seus jogos do iOS”.

Por razões que nada têm a ver com as reivindicações da Epic contra a Apple, a popularidade de Fortnite está diminuindo. Em julho de 2020, o interesse em Fortnite havia diminuído quase 70% em comparação com 4 de outubro de 2019. Esse processo (e as manchetes de primeira página que foram geradas por ele) parece ser parte de uma campanha de marketing projetada para revigorar o interesse em Fortnite.

A Apple também concorda com a opinião de muitas pessoas ao dizer que a Epic se envolveu em uma “campanha de grande escala pré-planejada” em torno da sua decisão de criar o acordo com a Apple.

Se a Epic estivesse realmente preocupada em sofrer danos à reputação por causa dessa disputa, não estaria se envolvendo nesses elaborados esforços para perpetuá-la. De todas as aparências (incluindo a campanha #FreeFortnite), a Epic acha que sua conduta aqui gerará boa vontade, aumentará sua reputação e levará usuários para Fortnite, não o contrário. Isso não é prejudicial.

Antes de todo esse imbróglio, a Apple disse que a Epic “alavancou repetidamente o fenômeno global que era Fortnite para forçar as plataformas a mudar suas regras”, e que algumas alterações da política da App Store foram feitas justamente para acomodar as vontades da Epic.

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Em particular, a Epic solicitou uma isenção da diretriz então existente da Apple contra presentear compras dentro de aplicativos. Como regra geral, a Apple proibiu a opção de presente no jogo porque tal atividade, se deixada sem regulamentação, pode ser um grande vetor de fraude se não for cuidadosamente monitorada.

A audiência tem como objetivo meramente decidir se o tribunal concede ou não a liminar para que Fortnite retorne à App Store. Esse pedido, diz a Apple, é um absurdo: se a Epic quiser voltar à App Store até que o caso seja decidido, pode fazê-lo simplesmente removendo sua própria opção de compra no aplicativo.

Parece improvável que a Epic ganhe o caso, mas a publicidade que ela almeja pode estar sendo direcionada para investigadores antitruste (e também para desenvolvedores). Sendo assim, já vimos que a Apple entrou na lupa de diversos países desde o início desse processo — e pode ser que ainda mais investigações envolvendo a App Store estejam prestes a explodir.

via The Verge

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