O CEO1 da Apple, Tim Cook, foi entrevistado remotamente para a noite de abertura do The Atlantic Festival, um evento virtual que vai até quinta-feira (24/9) e inclui entrevistas, performances, exibições de filmes e debates sobre os desafios que os Estados Unidos estão enfrentando e o que vem a seguir.

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Durante a conversa, Cook falou sobre as polêmicas investigações antitruste envolvendo a Apple, suas diferenças com a administração de Donald Trump e como a companhia está lidando com os efeitos da pandemia do novo Coronavírus (COVID-19).

Investigações antitruste

Sobre a investigação antitruste em andamento nos EUA (a qual envolve Apple, Google, Facebook e Amazon), Cook disse que “as grandes empresas merecem escrutínio”, o que, nesse caso, significa que as gigantes de tecnologia devem ser minuciosamente avaliadas.

Ele também apontou que “não tem problema” com a investigação da Apple e espera que as pessoas ouçam a história da companhia e vejam que ela não é um monopólio.

Espero que as pessoas ouçam isso [nossa história] e como nos comportamos, porque isso é muito importante para nós. Sempre fazemos o que acreditamos ser certo e nos conduzimos com a maior integridade e profissionalismo. Espero que isso tenha sido percebido e que possamos sair dessa investigação.

Relação com Trump

Questionado sobre seu relacionamento com Trump e como é interagir com o presidente americano, Cook disse que vê as conversas específicas que teve com ele como “privadas” e não entrou em detalhes. O executivo, porém, reiterou que “é melhor estar envolvido do que não fazer parte da conversa”.

Eu acredito que é muito melhor estar envolvido, quer você esteja de acordo sobre uma questão, mas principalmente se você discorda de algo. Então, o que fazemos na Apple é nos concentrarmos na política. Não nos concentramos nos políticos. E assim nos mantemos fora do tipo de confusão diária e muito focados nas coisas que são muito importantes para nós.

Pandemia

Sobre os efeitos da COVID-19, Cook disse que a Apple é uma empresa muito colaborativa, então ele realmente queria que a maioria das pessoas voltasse ao escritório, mas enfatizou que algumas atividades poderão se tornar permanentemente remotas.

Não acredito que vamos voltar a ser como éramos, porque descobrimos que há algumas coisas que realmente funcionam muito bem virtualmente. Mas atividades que envolvem criação dependem das pessoas meio que se cruzando ao longo do dia.

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A entrevista completa, que também detalha a visão de Cook sobre como os EUA respondem às mudanças climáticas e os incêndios florestais na Califórnia, privacidade (como sempre) e muito mais, pode ser vista no vídeo acima ou lá no YouTube.

via MacRumors

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