Juíza sugere que batalha entre Apple e Epic Games seja levada a júri popular A novela está só começando, pelo visto

Personagens de Fornite em frente o logo da Apple

Depois de meses de acusações públicas e um clima geral de extrema animosidade, finalmente começou hoje nos tribunais a batalha entre a Apple e a Epic Games.

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A primeira audiência entre as duas empresas, entretanto, não trouxe consequências ou decisões imediatas — indicando que, se as duas partes quiserem levar tudo às últimas consequências, provavelmente teremos um processo bastante arrastado à nossa frente.

O jornalista Patrick McGee fez basicamente um liveblog da audiência (que ocorreu de forma remota, claro) para quem quiser saber de todos os detalhes do caso. Basicamente, o que podemos tirar da sessão é que Yvonne Gonzalez Rogers, a juíza federal do distrito do norte da Califórnia atualmente responsável pela disputa, não está nada satisfeita com as estratégias da Epic.

Rogers citou por exemplo, a inabilidade dos advogados da Epic em explicar no que a Apple se diferenciaria de outras plataformas, como a Steam ou as lojas do Xbox e do PlayStation — todas elas cobram, também, uma taxa de 30% dos desenvolvedores.

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A desenvolvedora manteve a alegação de que a taxa da Apple é excessiva afirmando que, ao contrário da Maçã, as fabricantes de consoles vendem seus equipamentos sem margem de lucro para faturar com as vendas digitais. Apesar disso, a juíza respondeu que “não parecia haver evidências” para sustentar a afirmação da Epic.

Apesar disso, a Apple também foi alvo de críticas por parte de Rogers. A juíza perguntou onde estaria a livre concorrência no iOS e de onde a Maçã tirou os 30% cobrados na sua loja — ou, mais precisamente, o motivo dessa taxa não ser progressiva, por exemplo.

Os advogados da Maçã afirmaram que há livre concorrência no iOS e os usuários não são “presos” ao sistema, afirmando que, por senso comum, um jogador de Fortnite de 12 anos preferirá jogar numa tela grande com um joystick dedicado, e não com os polegares num iPhone. Ainda assim, segundo os advogados, milhões de usuários permanecem no iOS — segundo eles, pela segurança e pela praticidade do sistema.

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Rogers reservou ainda algumas críticas severas ao modus operandi da Epic nos últimos meses:

Existem muitas pessoas no mundo que considerarão vocês heróis pelo que vocês fizeram — mas, ainda assim, não é honesto.

No fim das contas, a juíza afirmou que o caso entre as duas empresas deverá ser levado a júri popular — caso isso aconteça, o julgamento deverá ocorrer não antes de julho de 2021. A Epic mostrou-se inicialmente contrária à decisão, mas ambas as partes terão até amanhã para manifestar-se sobre isso.

Por ora, então, nada de novo sob o sol — e continuemos acompanhando.

via AppleInsider

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