União Europeia quer acabar com apps pré-instalados em smartphones

Mais uma vez, reguladores europeus estão em cima das maiores empresas de tecnologia dos Estados Unidos (Apple, Amazon, Facebook e Google) à medida que eles avançam com uma proposta para reformar o funcionamento do mercado digital e de compartilhamento de dados. As informações são da Reuters.

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O projeto da Lei de Serviços Digitais, em análise pelo parlamento europeu, levanta a possibilidade que aplicativos pré-instalados (muitas vezes chamados de “bloatware”) em dispositivos novos sejam proibidos na Europa. Em vez disso, os consumidores teriam a opção de instalá-los — criando, assim, um ambiente equilibrado entre fabricantes e desenvolvedores terceirizados.

O projeto recomenda que grandes empresas de tecnologia possam ser proibidas de favorecer seus próprios serviços em seus sites ou plataformas, em prejuízo de concorrentes, cuja empresa não deve ser habilitada a pré-instalar seus próprios aplicativos em dispositivos de hardware, como laptops ou telefones, ou forçar outra empresa a pré-instalar seus aplicativos de software.

Os gadgets da Apple, como iPhones e iPads, vêm com uma variedade de aplicativos pré-instalados. Como muitos devem se lembrar, por bastante tempo não havia como apagá-los, levando muitas pessoas a “escondê-los” em uma pasta qualquer.

A partir do iOS 10, porém, a Apple passou a oferecer a capacidade de remover a maioria desses apps — menos aqueles necessários para funcionalidades centrais, como a App Store, os Ajustes, etc. Com o iOS 14, a Apple foi além e agora permite que pessoas alterem o navegador e o cliente de email padrões do sistema.

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Pode ser que isso tenha sido suficiente (no caso da Apple) para satisfazer os legisladores, mas o projeto de lei recomenda ir além, ao sugerir que fabricantes não deveriam ter permissão de pré-instalar seus aplicativos.

Se esse chegar a ser o caso, presumivelmente a Apple argumentará que os apps pré-instalados fazem parte da experiência do iPhone e que grande parte da razão pela qual as pessoas escolhem seus dispositivos é a estreita integração entre hardware e software.

Compartilhamento de dados com concorrentes

Outra medida proposta pelo projeto de lei europeu seria obrigar grandes empresas, como a Apple, a “compartilhar dados de clientes com seus concorrentes menores”.

Nesse sentido, os legisladores afirmam que tais companhias “não devem usar os dados coletados em suas plataformas para atividades comerciais, a menos que elas os tornem acessíveis às empresas ativas na mesma atividade comercial”.

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Como é possível imaginar, muitas das grandes empresas resistirão à Lei de Serviços Digitais. O Google, por exemplo, declarou publicamente acreditar que as regras regulatórias existentes devem ser modernizadas, em vez de fornecer estruturas inteiramente novas.

A Apple ainda não comentou as propostas ventiladas pelo órgão europeu.

via TechCrunch

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