Lentidão de iPhones é motivo de mais uma ação coletiva nos EUA

Bateria do iPhone

Uma nova ação coletiva (mais uma para a conta) contra a Apple abrange o problema de gerenciamento de bateria do iOS que determinou a queda de desempenho de alguns modelos de iPhones.

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Registrada num tribunal da Califórnia, essa é a reclamação mais recente de uma série de ações judiciais em torno do chamado fiasco “batterygate” de 2017. Vale lembrar que, há apenas alguns meses, a Apple chegou a um acordo de US$500 milhões para pagar dezenas de milhares de consumidores afetados pelo problema.

Descoberto logo após o lançamento do iOS 10.2.1, o problema de lentidão nos iPhones foi atribuído a uma ferramenta de gerenciamento de hardware incluída no sistema operacional móvel para mitigar os efeitos negativos do envelhecimento natural das baterias desses gadgets. O recurso de software, mais especificamente, foi projetado para impedir desligamentos inesperados nesses dispositivos.

A ação mais recente, entretanto, afirma que tal ferramenta foi “empurrada” para usuários para “camuflar um defeito do iPhone”, especificamente quanto ao design “inadequado” da bateria, uma vez que “elas não podiam lidar com as demandas de energia do software que a Apple obrigava usuários a executar”, segundo a acusação.

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Por isso, os demandantes alegam violação de uma série de leis locais e federais de proteção do consumidor — contudo, a Apple está sujeita apenas a reivindicações que não foram cobertas pelo acordo anterior.

Advogados recebendo milhões

Como dissemos, a Apple havia chegado a um acordo numa das ações coletivas contra ela sobre o mesmo problema. Os proprietários de iPhones afetados tiveram até esta semana para entrar com um pedido de indenização para (tentar) abocanhar uma parcela do pagamento milionário — contudo, os advogados certamente serão os maiores “vencedores” desse caso, como divulgado pela Forbes.

As duas empresas que investigaram o caso, Cotchett, Pitre & McCarthy e Kaplan Fox & Kilsheimer, estão pedindo US$87.730.000 em taxas — o que equivale a 17,5% do acordo de US$500 milhões que a Apple deverá pagar. Além disso, os escritórios de advocacia estão pedindo despesas não-reembolsadas de quase US$1 milhão.

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Os advogados argumentam que, ao negociar um acordo de pelo menos US$25 por iPhone afetado, eles garantiram “mais da metade do custo dos danos infligidos a cada dispositivo”. Eles também apontaram que isso representa “um dos maiores acordos de ação coletiva para consumidores” e que o pagamento de quase US$88 milhões é “justo e razoável, dados os tremendos resultados alcançados no caso”.

via AppleInsider

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