O que muda no iPhone 12 (e 12 mini) em relação ao iPhone 11 Um comparativo completo de gerações

Depois de meses de especulação, a Apple finalmente apresentou hoje sua nova linha de iPhones sem grandes surpresas — praticamente todas as novidades, afinal de contas, já tinham sido detalhadas em rumores e vazamentos nas últimas semanas.

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De qualquer forma, estamos aqui para aquele velho e bom comparativo de gerações, detalhando tudo o que mudou (e tudo o que ficou igual) — a começar pelo iPhone 12. Vamos lá?

Dois modelos

Aqui, a primeira diferença óbvia: enquanto o iPhone 11 era vendido em versão única, de 6,1 polegadas, agora temos dois modelos à nossa escolha: o iPhone 12 mini, com tela de 5,4 polegadas, e o iPhone 12, com tela de 6,1 polegadas.

Para que fique claro, os parágrafos abaixo focarão na comparação entre o iPhone 11 e o iPhone 12 tradicional, de 6,1″. O iPhone 12 mini, entretanto, é quase idêntico ao seu irmão maior em todos os aspectos, exceto tamanho (corpo e tela) e bateria.

Design e construção

A outra diferença óbvia dos novos modelos em relação ao iPhone 11 está no visual externo. Ainda temos a mesma vocação multicolorida, mas os iPhones 12 adotaram — assim como os 12 Pro — um design muito mais reto, inspirado nos antigos iPhones 4/5 e nos iPads Pro, com laterais bem definidas e traseira chapada.

Apesar disso, a construção geral dos aparelhos não mudou, com alumínio nos lados e vidro na traseira. O vidro frontal, por outro lado, é novidade: a Apple fez uma parceria com a Corning (fabricante do Gorilla Glass) para desenvolver uma tecnologia chamada de Ceramic Shield, que incorpora nano-cristais de cerâmica no vidro para torná-lo mais resistente — segundo a Apple, trata-se do vidro de smartphone mais durável do mundo, com resistência a quedas até 4x superior.

A adoção de novas telas (vejam abaixo) permitiu uma redução nas dimensões do aparelho: graças à diminuição nas bordas, o iPhone 12 é 4mm mais estreito e mais baixo em relação ao seu antecessor, e quase 1mm mais fino. A redução de peso também é notável: o aparelho tem 164g, 30g a menos que o iPhone 11 — o iPhone 12 mini, por sua vez, tem 135g.

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Os novos aparelhos mantém a certificação IP68 do modelo anterior, mas estão ainda mais resistentes: agora, é possível submergi-los em até 6 metros de água por até 30 minutos (antes eram 2 metros).

Os novos iPhones também trazem a tecnologia MagSafe, com uma série de ímãs dispostos circularmente na traseira para a conexão de acessórios e cases — falamos mais sobre isso nesse artigo.

Tela

Falando em tela, podem dizer adeus ao LCD1: os iPhones 12 vêm com telas OLED2, iguais às dos modelos Pro. Temos aqui painéis Super Retina XDR com suporte às tecnologias HDR10 e Dolby Vision, com densidade de pixels muito maior: são 460ppp no iPhone 12 e 476ppp no 12 mini (contra 326ppp no iPhone 11). O brilho máximo quase dobrou, podendo chegar a 1.200 nits em HDR (contra 625, anteriormente).

Não temos, aqui (ou em nenhum outro iPhone), taxa de atualização de 120Hz — confirmando as expectativas, teremos de aguardar mais um ano pelas telas ProMotion nos smartphones da Maçã.

Performance

Os novos iPhones trazem o chip A14 Bionic, fabricado num processo de 5 nanômetros. Obviamente ainda não há medições precisas de performance, mas se nos basearmos em benchmarks do novo iPad Air (que também virá com o processador), as perspectivas são ótimas — a Apple fala apenas em processamento e gráficos “50% mais rápidos” em relação aos chips mais potentes do mundo Android.

Conectividade

Aqui, outro grande chamariz da nova linha: suporte às redes 5G. Esse artigo traz todos os detalhes sobre a novidade, mas basicamente falando, apenas os iPhones 12 vendidos nos Estados Unidos trarão suporte a redes 5G mmWave — os modelos vendidos no resto do mundo ficarão apenas com as redes sub-6GHz. Por outro lado, a boa notícia é que os iPhones americanos funcionarão normalmente nas redes 4G/5G brasileiras.

Em condições ideais, conectados aos 5G, os novos aparelhos poderão atingir velocidades de download de até 3,5Gbps. As novas redes também trarão ganhos importantes em outras frentes, como uma latência “quase em tempo real” — ideal para jogos online, por exemplo.

Para controlar o consumo de bateria, o iOS incluirá um novo recurso chamado Smart Data Mode (Modo de Dados Inteligente), que transitará automaticamente entre o 4G/LTE e o 5G dependendo da tarefa realizada — as redes mais rápidas serão ativadas somente durante trabalhos mais exigentes, como o streaming de um conteúdo pesado ou um jogo online.

Câmeras

Na traseira, o sistema de câmeras ainda tem uma lente ultra-angular e uma grande-angular, ambas com sensores de 12MP. Entretanto, nem tudo manteve-se inalterado: a lente grande-angular está com abertura maior (ƒ/1.6) e agora conta com sete elementos, o que permite maior entrada de luz e, por consequência, fotos mais definidas.

O Modo Noite agora pode ser usado em todas as câmeras do aparelho, inclusive a frontal (que continua com 12MP), temos o HDR Inteligente de terceira geração para fotos ainda mais balanceadas.

Em termos de vídeo, agora temos também o Modo Noite nas capturas em time-lapse, bem como gravação em Dolby Vision a até 30 quadros por segundo.

Bateria

Como de costume, a Apple não liberou números específicos para os seus novos aparelhos — teremos de esperar os desmontes. Ainda assim, a Maçã divulga estimativas de uso idênticas entre o iPhone 12 e o iPhone 11: até 17 horas de reprodução de vídeo, 11 horas de streaming ou 65 horas de áudio.

O iPhone 12 mini, compreensivelmente, é menos capaz nesse quesito: ele chega a 15 horas em reprodução de vídeo, 10 horas em streaming e 50 horas em reprodução de áudio.

Ambos os aparelhos contam com recarga rápida, capaz de dar 50% em 30 minutos — isso, claro, caso você adquira o novo adaptador de energia de 20W vendido separadamente, já que os iPhones (todos eles) não vêm mais com um carregador de tomada na caixa. Também é possível carregar os aparelhos sem fio a 7,5W, como de costume.

Preços

Nos EUA, a família do iPhone 12 subiu de preço em relação ao iPhone 11. Enquanto o aparelho anterior custava US$700, esse é o valor cobrado pela Maçã pelo iPhone 12 mini — só que não: como percebeu o 9to5Mac, na verdade esse valor de US$700 é um desconto oferecido quando você compra o aparelho atrelado a uma operadora.

Para adquiri-lo desbloqueado, nos EUA, o seu preço real é de US$730. Já o iPhone 12 “comum”, desbloqueado, custa US$830. Muito estranho a Apple adotar essas estratégias escusas de preços que não são os preços reais — mas quem sou eu para julgar, não é mesmo?

Aqui no Brasil, ainda não temos os preços dos novos aparelhos, mas… bom, acho que a essa altura já estamos conformados com a eventual facada.

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Tendo em vista todos os pontos expostos acima, e aí: quem vai?

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