iPhone 12 Pro Max

E seguimos agora com nossa série de comparativos analisando as diferenças e semelhanças entre os mais recentes lançamentos da Apple e os seus antecessores! Já destrinchamos aqui tudo que distingue os iPhones 12 mini e 12 do iPhone 11, e agora faremos o mesmo com os iPhones 12 Pro e 12 Pro Max.

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Vamos que vamos!

Design e construção

Assim como nos modelos mais baratos menos caros, tivemos aqui uma renovação significativa na parte visual — ao menos caso você não olhe diretamente para a frente dos aparelhos, isto é. Os iPhones 12 Pro têm design reminiscente dos antigos iPhones 4/5 e do iPad Pro, com laterais e traseira mais retas. Os materiais são os mesmos, com vidro fosco na parte de trás e aço inoxidável com acabamento brilhante nas laterais.

Na parte da frente, o vidro abandonou a curvatura 2,5D e agora é totalmente plano. Por outro lado, o material em si está mais resistente: utilizando a tecnologia Ceramic Shield, desenvolvida em parceria com a Corning, a Apple afirma que trata-se do “vidro mais resistente num smartphone”, com resistência a quedas 4x superior. Vamos ter de aguardar para ver, claro.

Os novos modelos também aumentaram um pouco (coisa de 2mm) em altura, por conta do aumento das telas (mais sobre isso a seguir). A largura permaneceu virtualmente inalterada, e os aparelhos estão mais finos, com 0,7mm a menos de espessura. O peso, por outro lado, permanece quase o mesmo: 189g e 228g.

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Os aparelhos permanecem com o mesmo certificado IP68, mas a resistência a água foi aprimorada: agora, é possível submergi-los em até 6 metros de líquido (contra 4m, anteriormente) por um máximo de 30 minutos.

Temos aqui, claro, suporte aos acessórios MagSafe, que conectam-se à traseira dos iPhones com uma ajudinha de um anel de ímãs embutido no corpo do aparelho. A Apple já apresentou alguns, e as fabricantes de acessórios certamente vão botar a imaginação para correr à solta com as possibilidades.

Em termos de cores, ainda temos as opções dourada e prateada. O cinza espacial deu lugar ao grafite (que é basicamente a mesma coisa, mas um pouco mais claro), enquanto o verde meia-noite saiu de cena para ceder espaço ao azul pacífico.

Tela

Como citei acima, os dois aparelhos ganharam um pequeno incremento em seus tamanhos de tela: o iPhone 12 Pro tem um painel de 6,1 polegadas, enquanto que o 12 Pro Max pula para 6,7 polegadas. Como as bordas ao redor das telas foram reduzidas, isso permitiu que a Apple ampliasse os painéis sem alterar significativamente o tamanho físico dos aparelhos.

A Apple aumentou ligeiramente a resolução das telas para manter a taxa de pixels por polegada (que permanece em 458ppp no 12 Pro Max e passou para 460ppp no 12 Pro). De resto, os painéis são parecidos: trata-se de telas Super Retina XDR, com tecnologia OLED1, suporte a HDR2, True Tone e amplo espaço de cores (P3), além de brilho máximo em 1.200 nits. Não temos, como vocês já devem saber, taxa de 120Hz.

Performance

Assim como nos iPhones 12 (e no iPad Air), temos aqui o chip A14 Bionic, primeiro da Maçã construído em processo de 5 nanômetros.

A14

Ainda não temos números específicos para os iPhones 12 Pro, mas a Apple promete performance e gráficos 50% mais rápidos em relação aos chips mais poderosos da concorrência, bem como um Neural Engine capaz de realizar processamentos de inteligência artificial até 80% mais rápido.

Câmeras

No papel, as câmeras dos iPhones 12 Pro parecem não ter grandes diferenças em relação aos seus antecessores: ainda temos um conjunto traseiro triplo, com lentes ultra-angular, grande-angular e teleobjetiva, todas com sensores de 12MP. Analisando um pouco mais de perto, entretanto, começam a surgir várias diferenças.

No caso do iPhone 12 Pro, a câmera grande-angular agora tem abertura ƒ/1.6 (contra ƒ/1.8 no 11 Pro), o que garante maior entrada de luz e imagens mais definidas; a teleobjetiva mantém zoom óptico de 2x, porém a Apple, espertinha, anunciou a coisa comparando o alcance de zoom em relação à câmera ultra-angular, daí esse “alcance” passa a ser de 4x.

Já o iPhone 12 Pro Max tem ainda mais melhorias: ele conta com uma teleobjetiva mais aproximada, capaz de fornecer 2,5x de zoom ótico (de novo, mesma “artimanha”: são 5x em relação à ultra-angular) e um sistema de estabilização óptica sensor-shift, que trabalha em todas as câmeras traseiras do aparelho (e não apenas na grande-angular, como de costume).

Tanto o 12 Pro quanto o 12 Pro Max têm grandes melhorias na área de fotografia computacional: o Modo Noite agora pode ser usado em qualquer câmera (inclusive a frontal, ainda com 12MP), assim como o Deep Fusion. O Modo Retrato pode ser utilizado em combinação com o Modo Noite, e temos a terceira geração do HDR Inteligente para imagens com definição e balanço ainda melhores.

A Apple estreará nos novos aparelhos, também, o formato de imagem ProRAW. Com ele, usuários avançados/profissionais poderão combinar a versatilidade do formato RAW com os recursos de fotografia computacional da Maçã, como o Deep Fusion e o HDR Inteligente — é possível editar as fotos (no próprio iPhone ou em editores profissionais) de forma não-destrutiva, com controle absoluto de cores, detalhes e alcance dinâmico. O formato será liberado até o fim do ano, vale notar.

Em termos de vídeo, também temos novidades — a começar pela capacidade inédita (em smartphones) de capturar, editar e assistir vídeo Dolby Vision HDR a até 60 quadros por segundo. Também temos aqui suporte a time-lapses no Modo Noite e captura 4K a até 60qps, assim como vídeo em câmera lenta a até 240qps.

Scanner LiDAR

Sistema de câmera Pro

Aqui, temos outro grande chamariz dos iPhones 12 Pro: seguindo os passos dos iPads Pro, os aparelhos incorporam um scanner LiDAR no seu módulo de câmeras traseiras. Já falamos mais sobre o sensor nesse artigo, mas sua função é basicamente escanear um cômodo para aprimorar as experiências de realidade aumentada dos iPhones, oferecendo também boas melhorias de câmera (como um autofoco mais rápido e preciso em situações de pouca luz).

5G

Outro chamativo para a nova geração de iPhones é o suporte a redes 5G. Assim como nos iPhones 12, os 12 Pro globais trarão suporte às redes sub-6GHz (menos rápidas, porém mais comuns); apenas os modelos vendidos nos Estados Unidos funcionarão também com as redes mmWave (mais rápidas e raras).

A chegada do 5G é importante porque as redes ultra-rápidas abrem um universo de possibilidades, como download instantâneo de apps (ou App Clips), streaming de conteúdo (inclusive jogos) em altíssima qualidade e latência quase zero, especialmente importante para jogos online. E, como já comentamos, o iOS incorporará um modo chamado Smart Data Mode que fará transição automática entre o 4G e o 5G, dependendo da tarefa, para economizar bateria.

A parte boa é que os iPhones 12 [Pro, Pro Max] americanos funcionarão normalmente com as redes 4G e 5G brasileiras.

Bateria

Aqui, não temos grandes mudanças. A Apple não revela os números exatos dos componentes energéticos dos seus smartphones, mas as estimativas de uso são quase idênticas entre os novos iPhones e seus antecessores. No caso do 12 Pro, há apenas uma pequena queda na reprodução de vídeo (até 17 horas, contra 18 anteriormente), mas apenas isso.

Vale notar que os novos iPhones (assim como todos os que permanecem à venda) agora serão vendidos sem carregador de tomada (e sem EarPods); caso você não tenha um carregador dando sopa em casa, precisará desembolsar R$220 (ou US$20) pelo novo carregador USB-C de 20W da Maçã. Com ele, os aparelhos podem ter 50% da bateria recarregada em 30 minutos.

Capacidade

Ainda temos três modelos, mas a opção de entrada do iPhones 12 Pro e 12 Pro Max dobrou de capacidade (aleluia!), agora com 128GB. Os demais permanecem inalterados, com 256GB e 512GB.

Preço

Aqui, nada muda, ao menos nos EUA. O iPhone 12 Pro parte dos US$1.000, enquanto seu irmão maior começa em US$1.100. No Brasil, por outro lado, ainda não sabemos os valores dos dispositivos — mas, considerando que até aparelhos que baixaram de preço nos EUA encareceram por aqui… bom, quem tiver interesse já pode ir preparando o rim. 💰

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Agora, fica a questão: as mudanças valem a troca? Quem vai tirar o escorpião do bolso para aproveitar as novidades? Deixem suas impressões logo abaixo.

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