Protestos na Bielorrússia geram atrito entre Apple e Telegram

Talvez sem querer (querendo), a Apple se envolveu em mais uma polêmica depois de exigir que o Telegram removesse conteúdos relacionados ao atual escândalo político na Bielorrússia acerca de uma suposta fraude nas eleições presidenciais deste ano.

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O CEO1 do Telegram, Pavel Durov, disse que a Apple havia solicitado que três canais de conteúdos administrados por manifestantes pró-democracia fossem removidos da plataforma — algo que a Maçã negou, posteriormente.

De acordo com as informações, esses canais estariam sendo usados para expor identidades de indivíduos pertencentes ao regime autoritário da Bielorrússia que podem estar oprimindo civis.

A reação da Maçã fez com que Durov explicasse que a polêmica não estava apenas no que a Apple solicitou, mas também como a demanda foi estruturada sob as diretrizes da App Store.

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O Telegram, no entanto, disse preferir manter os canais abertos, mas afirmou “não ter muita escolha”. Sendo assim, a plataforma removeu somente os conteúdos sensíveis e alertou sobre a “violação das diretrizes da App Store” — fazendo a Apple gostar ainda menos da situação.

[…] A Apple entrou em contato conosco há um tempo e disse que nosso aplicativo não tem permissão para mostrar aos usuários tais avisos porque eles eram “irrelevantes”.

Essa é uma situação semelhante àquela envolvendo o Facebook, na qual a gigante social foi impedida de lançar uma atualização para mostrar que a Apple retinha 30% dos valores sobre a venda de eventos (algo que, posteriormente, foi removido).

Discordo totalmente da definição da Apple de “irrelevante”. Acho que o motivo pelo qual determinado conteúdo foi censurado ou por que o preço é 30% mais alto é o oposto de irrelevante.

A Apple tem o direito de ser gananciosa e formalista (ou talvez não — isso é algo para os tribunais e reguladores decidirem). Mas é hora de a Apple aprender a assumir a responsabilidade pela sua política em vez de tentar escondê-la dos usuários — eles merecem saber.

Essa não é a primeira vez que o Telegram bate de frente com a Apple. Em 2018, o serviço foi temporariamente banido da App Store por hospedar pornografia infantil e, mais recentemente, Durov abriu uma queixa na União Europeia sobre taxas da App Store e um suposto monopólio da plataforma.


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via Daring Fireball

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