O governo do Reino Unido abrirá uma investigação sobre o mercado de streaming de música para determinar o “impacto econômico” que essas plataformas têm sobre artistas, gravadoras e no status quo da indústria em geral.

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O Comitê Digital, de Cultura, Mídia e Esporte da Câmara dos Comuns do Reino Unido (DCMS) anunciou que analisará os “modelos de negócios” operados por gigantes de streaming como Apple Music, Spotify, Amazon Music e o findado Google Play Música.

De acordo com uma reportagem da BBC, mais de £1 bilhão (R$7,2 bilhões) em receita foi gerado a partir de 114 bilhões de reproduções no Reino Unido em 2019, embora os artistas tenham recebido “apenas” 13% desse valor, segundo o DCMS. Mais especificamente, o Apple Music paga cerca de £0,0059 (R$0,043) por reprodução, enquanto o Spotify desembolsa entre £0,002 (R$0,014) e £0,0038 (R$0,028).

A apuração, que deverá começar em novembro, também investigará como playlists e algoritmos usados por esses serviços “distorcem o mercado musical” e vai levar em consideração, ainda, a criação de medidas para “proteger a indústria da pirataria”.

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Os algoritmos podem beneficiar as plataformas ao maximizar a receita de streaming, mas são ferramentas contundentes para operar em uma indústria criativa com talentos emergentes, correndo o risco de falhar no primeiro obstáculo.

No entanto, ao que tudo indica, o objetivo do DCMS é que essas empresas paguem mais aos artistas, sendo que cerca de 65% dos assinantes afirmaram estar dispostos a pagar mais se o dinheiro extra fosse direcionado a eles; vocês concordam?

A Apple não comentou, por ora, as alegações do DCMS e nem a investigação.

via Forbes

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